Pelo buraco de uma agulha

“Me chateia pensar em como as pessoas dessa terra, ricos ou não, aparentemente não tem a chance de entrar para o Reino,” reflete Till. “Eles têm muitos camelos, mas parece que não tem o buraco de uma agulha para passar.”

Till Heinrichson ama se encontrar e engajar pessoas de muitas culturas diferentes, principalmente no mundo muçulmano. Motivado por uma profunda convicção de que todos no mundo devem ouvir do amor de Deus por eles, ele é apaixonado por contar histórias daqueles que não ouviram das boas novas – ainda.

Eu estou em no sol quentinho da manhã em um dos maiores mercados de camelos na África, nas areias da periferia de Nouakchott, a capital da Mauritânia. Olhando por cima das cabeças e corcovas de milhares de dromedários, não conseguia deixar de pensar sobre o que Jesus disse sobre o camelo e o buraco da agulha.

Depois que um homem rico dá as costas para Ele, Jesus disse, “E ainda lhes digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (NAA). Ainda existe muito debate se Jesus estava falando sobre o buraco em si da agulha ou talvez um portão ou uma porta pequena. O fato é, conhecemos muitos ricos que O seguem. Então, mesmo que os ricos tenham mais dificuldade de seguir a Cristo, existe a possibilidade de eles entrarem no Reino, ou para continuar na metáfora – é possível para o camelo passar pelo buraco de uma agulha.

Enquanto se torna claro para mim que até mesmo os ricos têm a chance de entrar no Reino, me chateia pensar que as pessoas dessa terra, ricos ou não, aparentemente não tem a chance de entrar no Reino. Eles têm muitos camelos, mas parece que não tem o buraco de uma agulha para passar.

A vida nesse país é alicerçada na religião. Mesquitas grandes e pequenas marcam praticamente cada esquina. Enquanto ando pelas ruas, ouço o recitar do Alcorão nas escolas; cada bairro parece ter uma escola com crianças memorizando o Alcorão e aprendendo a viver como muçulmanas. Essa escolaridade molda e domina suas vidas inteiras. Enquanto olho ao redor, é óbvio que a maior parte dos homens e mulheres seguem um código de vestimenta conservador islâmico. Quando o chamado à oração toca cinco vezes ao dia, as pessoas gastam tempo tomando banho e se preparando para a oração. Na cidade, eles usam água para se lavar, mas no deserto, eu vi pessoas pegando um punhado de areia para limpar seus rostos, mãos e pés. Um motorista de táxi me disse, “se não tem nem água nem areia, eu uso uma pedra para me limpar para as orações ritualísticas.”

Seguir as regras e regulamentos do islamismo é tudo que as pessoas parecem saber – ou são permitidas saber, já que é ilegal na Mauritânia convidar pessoas para uma fé diferente. Para um muçulmano, deixar o islamismo vem com consequências negativas, e para os poucos estrangeiros no país que seguem a Jesus, é arriscado compartilhar de sua fé. Isso deixa a grande maioria dos 5 milhões de pessoas na Mauritânia com quase nenhuma chance de ouvir das boas novas de como podem entrar no Reino através de Jesus.

Assim que o chamado à oração ecoa pela cidade, eu perguntei a um jovem que eu havia conhecido, “Você vai fazer as suas orações agora?” “Não,” ele declarou enfaticamente, “por que eu deveria orar?” Ele estava lutando contra a religião na qual ele cresceu, mas não teve a chance de ouvir do amor de Cristo.

Mas Deus abre caminhos onde não há. Ao final do meu tempo na Mauritânia, conheci uma mulher que disse, “Eu era muçulmana, mas através dos testemunhos de cristãos, me tornei uma seguidora de Jesus.”

Os mauritanos precisam ouvir as boas novas de seguidores de Jesus indo ali para serem testemunhas para Cristo.

Lucie

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