A benção das equipes de curto prazo
Equipes de curto prazo desempenham um papel significativo em compartilhar esperança com os menos alcançados. Não importa se a viagem é curta ou o chão é duro, cada pessoa no Reino é útil. No Grande Cáucaso, Deus tem usado repetidamente equipes de curto prazo como desbravadores para preparar o caminho para o trabalho de longo prazo do Reino.
Abrindo caminho
Luis* e Sara* vivem no país da Geórgia, parte da região foco do Grande Cáucaso. Eles foram convidados a receber uma equipe de curto prazo enviada por sua rede de igrejas na América Latina. Era a primeira viagem desse tipo para a denominação — e não foi um grupo pequeno. Mais de 20 pessoas se inscreveram.
Enquanto Luis e Sara se preparavam para a visita, pensaram em como usar de forma eficaz o tempo e os talentos da equipe. Como ainda eram relativamente novos na região, ainda não haviam estabelecido caminhos para o serviço de equipes de curto prazo. Eles sabiam que o grupo chegaria com desejo de servir e compartilhar o evangelho — mas teria habilidades linguísticas limitadas e nenhum contexto para servir entre muçulmanos e cristãos ortodoxos. Luis e Sara temiam que os participantes chegassem e sentissem que não eram úteis ou que a viagem não tivesse valido o investimento e o esforço.
Eles passaram meses organizando o programa, hotéis e transporte. Durante esse processo, conheceram Omar*, que trabalhava em um dos hotéis e demonstrou uma gentileza extraordinária. Pelo nome e aparência, perceberam que ele vinha de uma comunidade muçulmana menos alcançada pela qual vinham orando para se conectar.
Quando a equipe chegou e se hospedou naquele hotel, Omar os serviu com grande cordialidade. A equipe também demonstrou amor e bondade. Mesmo com uma enorme barreira linguística, todos fizeram um esforço especial para se comunicar, e ao final da estadia, Omar já havia aprendido até algumas palavras em espanhol.
Na última noite, Omar participou do momento de adoração. Antes disso, Luis e Sara estavam um pouco preocupados com os momentos de oração e se perguntavam como isso iria impactar Omar e os outros – a adoração expressiva pode, algumas vezes, parecer diferente para pessoas de comunidades conservadoras. Quando Omar entrou naquele ambiente de adoração, observou tudo com admiração. Ele se aproximou de Sara e perguntou: “Posso gravar isso?”
Sara sentiu em seu espírito que estava tudo bem e respondeu: “Claro.”
Mais tarde, depois que a equipe retornou à América Latina, Sara escreveu para Omar e perguntou: “Que impressão o nosso grupo deixou em você?”
Omar respondeu: “Nunca vi algo assim antes. Havia uma luz nos olhos de cada um deles. Era uma luz de amor que eu nunca tinha visto. Foi uma experiência marcante para mim.”
Sara hesitou antes de responder. Perguntou-se se aquele era o momento certo para explicar. No hotel, Omar havia convidado Luis e Sara para visitar sua família — uma grande resposta de oração. Ele parecia ser uma pessoa de paz, alguém que poderia servir como ponte para sua comunidade. Porém, às vezes, sem um relacionamento profundo, pessoas do Cáucaso podem reagir negativamente ao ouvir a verdade. Sara não queria que aquela porta se fechasse prematuramente, mas percebeu que precisava explicar o que Omar havia presenciado.
Em sua língua natal, ela compartilhou Mateus 5:16: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.”
Omar respondeu positivamente: “Estou surpreso, porque o que está escrito aqui é exatamente o que eu vi neles.” Ele havia sido profundamente tocado pela luz de Jesus presente na equipe. Apenas por serem seguidores de Jesus, eles carregaram a presença de Deus e apontaram pessoas para Cristo. O testemunho deles abriu ainda mais a porta para que Luis e Sara entrassem naquela comunidade menos alcançada e compartilhassem a verdade com Omar e sua família.
Encontros divinos
Em outra ocasião, Luis e Sara foram convidados a receber uma equipe REACH de curto prazo. O grupo falava apenas inglês e estava preparado para compartilhar as boas-novas com muçulmanos, mas não com cristãos ortodoxos. Luis e Sara sentiram que Deus os estava convidando a fazer coisas novas — coisas fora da zona de conforto — e disseram sim para o grupo.
Eles receberam a equipe e decidiram que sua missão seria caminhar em oração e semear a Palavra de Deus. Todas as manhãs caminhavam e oravam em uma área da cidade. À tarde, retornavam ao mesmo local buscando oportunidades para compartilhar a Palavra de Deus em inglês.
Durante o evangelismo, Susan*, integrante da equipe REACH, conectou-se com uma jovem estudante muçulmana chamada Asma*. Mesmo depois de deixar a cidade, Susan manteve contato com ela pelas redes sociais. Susan queria conectar Asma com Sara, já que ambas moravam na mesma cidade. Então escreveu uma carta para Asma, comprou um presente e o entregou a Sara, que a encontrou algumas semanas depois em outra cidade. Em seguida, avisou Asma que sua amiga Sara lhe entregaria o presente.
Mas não foi fácil marcar o encontro; sempre surgia algo impedindo que elas se encontrassem.
Cerca de seis meses depois, Luis e Sara sentiram-se direcionados a orar na universidade da cidade. Durante uma hora, ficaram sentados na cafeteria da universidade orando pelos estudantes, pelo local, por oportunidades e por acesso. Naquela mesma noite, Asma finalmente escreveu para Susan pedindo o contato de Sara, pois acreditava que teria tempo para encontrá-la no dia seguinte.
Quando Sara perguntou onde gostaria de se encontrar, Asma respondeu: “Na cafeteria da universidade.” Luis e Sara ficaram maravilhados ao perceber que Deus os havia levado exatamente àquele lugar para preparar o caminho. No dia seguinte, Sara voltou à cafeteria e se surpreendeu ao ver Asma, junto com cinco amigas, sentada exatamente na mesma mesa onde ela e Luis haviam orado no dia anterior.
Ali começou uma amizade. Sara encontrou-se algumas vezes com Asma, que também a apresentou a várias amigas. No entanto, Sara tinha dificuldade em conduzir a conversa para temas espirituais mais profundos. Sempre que Sara mencionava algo sobre fé em Jesus, Asma levantava uma barreira e dizia: “Minha religião é esta.” Ela não estava aberta a conversar sobre assuntos espirituais. Percebendo isso, Sara decidiu dar um pequeno passo atrás, mas continuar orando e mantendo contato por mensagens.
Meses se passaram sem notícias. Então, de repente, Sara recebeu uma mensagem de Asma perguntando: “Você está disponível para tomar um café comigo?” Sara ficou surpresa. Ela concordou e se encontrou com ela e, dessa vez, Asma veio sozinha. Isso significava que houve uma mudança na confiança da amizade – Asma se sentia confortável se encontrando com Sara sem outras pessoas.
As duas conversaram por duas horas, conhecendo melhor uma à outra. Falaram sobre vida, cultura e até religião. Sara compartilhou seu testemunho de conhecer e seguir Jesus. Desta vez, Asma estava aberta. Não ficou na defensiva ou ficou se esquivando por causa das diferenças entre suas crenças.
Durante a conversa, Sara perguntou: “O que fez você me procurar agora, depois de tanto tempo? Fiquei surpresa de receber sua mensagem.”
Asma respondeu: “Sabe de uma coisa? Um dia eu estava olhando meu celular e me lembrei de você. Algo dentro de mim disse: ‘Você precisa escrever para ela e tomar um café com ela.’ Eu senti isso tão forte que simplesmente fiz.”
O acúmulo de orações persistentes pela vida de Asma e por sua comunidade para que ouvissem as boas novas transbordou o cálice de Deus e produziu efeito na terra. Sara e Asma saíram daquele encontro com planos de se ver novamente. Elas continuam em contato e seguem conversando sobre assuntos espirituais.
Louvado seja Deus pelas equipes de curto prazo que surpreendem nossa fé e desafiam nossos paradigmas. Louvado seja Deus por Seu convite para orar e depender dEle para criar conexões divinas e mover o coração das pessoas. Ele está sempre trabalhando. Que o Senhor traga ainda mais seguidores de Jesus — com a simples habilidade de viver como filhos e filhas de Deus — até o Cáucaso.
*Nome alterado


