Esperança eterna

“O nome Dele é Jesus e, de fato, Ele é a esperança do mundo”, compartilha Trizenia.

Trizenia September, da África do Sul, cresceu em uma família cristã e conheceu Jesus pessoalmente aos 14 anos. Inicialmente, estudou e trabalhou na área de gestão financeira, antes de ingressar na OM em 2004, começando pelo OM Ships. Em seguida, passou a atuar no treinamento e capacitação de seguidores de Jesus por meio do South Africa Missions Discipleship Training. Ela concluiu um mestrado em Teologia (Missiologia) e atualmente serve na Equipe de Liderança da Área da OM África como Diretora de Mobilização.

Tenho lembranças muito queridas da minha infância na África do Sul. Em nossa vizinhança, conhecíamos todos da rua: as crianças, seus irmãos e pais. Em alguns casos, também conhecíamos os familiares que vinham visitar. Falávamos a mesma língua, tínhamos criações semelhantes e compartilhávamos os mesmos valores morais. A maioria de nós também compartilhava a fé em Jesus, com algumas exceções de famílias hindus ou muçulmanas. Ainda assim, todos pertencíamos a uma grande comunidade, como uma só família.

Hoje, continuo morando em um tipo de comunidade semelhante àquela em que cresci. No entanto, ao longo das últimas duas décadas, muitas mudanças aconteceram. Já não vemos tantas crianças brincando nas ruas. Além disso, houve mudanças demográficas devido à chegada de pessoas de outras partes do mundo, que em sua maioria são proprietárias de pequenos comércios e negócios locais.

No início deste ano, nossa comunidade foi profundamente abalada e mergulhou em um estado de desesperança quando a filha de nove anos de um comerciante paquistanês foi sequestrada na escola em frente à loja da família. Um lugar que sempre pareceu seguro para tantas crianças passou a ser marcado pelo medo e pela incredulidade. Até então, o relacionamento entre os sul-africanos e os paquistaneses da comunidade era, em grande parte, apenas comercial, mas essa tragédia nos uniu.

Como comunidade, nos mobilizamos juntos: compartilhamos informações nas redes sociais, assumimos a patrulha escolar e oferecemos apoio de todas as formas possíveis. Sendo uma comunidade predominantemente cristã e sabendo que nossos irmãos e irmãs paquistaneses são muçulmanos, perguntamos se poderíamos realizar momentos de oração e compartilhar palavras de encorajamento da Bíblia na escola, para professores, crianças e para toda a comunidade ao redor.

Em meio a essa situação inimaginável, proclamamos que a nossa esperança estava no Senhor Jesus. Nossa esperança não se baseava nas circunstâncias nem nas estatísticas, mas na firme convicção de que, ao nos achegarmos ao Senhor em oração, Ele nos ouve, e clamamos para que Ele interviesse por amor do Seu nome. Após nove dias de oração e ação, a criança foi encontrada e os suspeitos foram presos. Em seguida, realizamos um culto de gratidão com toda a comunidade, e redescobrimos os laços que nos unem e a verdade duradoura de que, em Jesus, temos esperança e encontramos força. Isso me levou de volta à minha infância, quando acreditávamos que “seu filho é meu filho”.

 

 

 

 

Em Mateus 12:21, lemos: “E em seu nome as nações colocarão a sua esperança.” O nome Dele é Jesus e, de fato, Ele é a esperança do mundo. Na história que compartilhei, o mundo chegou à minha pequena comunidade por meio de nossos amigos paquistaneses, e pudemos compartilhar com eles a esperança que temos em Jesus.

Vivemos em um continente lindo, mas também marcado por muitas nações e comunidades que enfrentam desesperança e desespero. Nossos corações se partiram em um recente encontro de oração pelo continente, quando ouvimos sobre regiões de guerra, perseguição e deslocamento. Clamamos a Deus em oração e proclamamos: “Jesus, Tu és a nossa esperança viva”. Mesmo quando não conseguimos ver, cremos de todo o coração. Hebreus 6:19 nos lembra: “Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura.” Jesus nos sustenta com firmeza em todos os altos e baixos da vida.

Ao entrarmos neste tempo de Natal, somos lembrados do nascimento de Cristo — Sua vinda ao mundo como a esperança da humanidade. Essa esperança não se revela apenas no fato de Jesus ter vindo como um bebê, mas também em Ele ter entregue a Sua vida pelo mundo. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Nossa esperança em Jesus é eterna. Que esta estação renove em nós a convicção de compartilhar as boas-novas de Jesus, nossa esperança viva e eterna, com todos os povos e nações.

Lucie

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